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Padrão de UTM: como nomear links sem bagunçar o relatório

UTM só ajuda se todo mundo nomear do mesmo jeito. Veja um padrão simples para fonte, meio, campanha e conteúdo, com exemplo e erros a evitar.

Equipe e-roiPublicado em 6 min de leitura

Um padrão de UTM é um conjunto de regras fixas para nomear os links: sempre em minúsculas, sem acento, sem espaço e com os mesmos nomes de fonte e meio em todas as campanhas. Sem padrão, "Instagram", "instagram" e "ig" viram três origens diferentes no relatório, e a soma nunca fecha. Definir o padrão leva uma tarde. Corrigir meses de dado sujo leva muito mais.

O que é UTM, em uma frase

UTM são etiquetas que você acrescenta no fim de um link para dizer de onde veio a visita. Quando alguém clica, o site e as ferramentas de análise leem essas etiquetas e registram a origem daquele acesso.

Um link com UTM fica assim:

suaempresa.com.br/contato?utm_source=meta&utm_medium=pago&utm_campaign=implante-sp-nov&utm_content=video-depoimento

Tudo o que vem depois do ponto de interrogação é etiqueta. A página abre normalmente para o visitante. Quem lê as etiquetas é o seu sistema.

Os cinco campos e o que vai em cada um

CampoPergunta que respondeExemplos
utm_sourceQuem mandou a visita?meta, google, lista-clientes
utm_mediumPor qual tipo de canal?pago, organico, email, whatsapp
utm_campaignQual campanha?implante-sp-nov
utm_contentQual anúncio ou peça?video-depoimento
utm_termQual palavra-chave?implante-dentario

Os três primeiros são obrigatórios em todo link. O utm_content é o que permite comparar anúncios dentro da mesma campanha. O utm_term faz sentido em campanhas de pesquisa no Google, onde existe uma palavra-chave por trás do clique.

As regras do padrão

Regra 1: tudo em minúsculas

Muitas ferramentas tratam "Meta" e "meta" como origens diferentes. Escrever sempre em minúsculas elimina essa dúvida de vez.

Regra 2: sem acento, sem espaço, sem caractere especial

Use hífen para separar palavras. "promoção de verão" vira "promocao-de-verao". Espaço vira um código estranho no link e quebra a leitura. Acento e cedilha podem chegar trocados, dependendo do navegador.

Regra 3: lista fechada para fonte e meio

Fonte e meio não são campos livres. Defina a lista uma vez e não crie nome novo sem atualizar a lista. Um ponto de partida:

  • utm_source: meta, google, linkedin, lista-clientes, parceiro-nome
  • utm_medium: pago, organico, email, whatsapp, indicacao

Se o anúncio é pago, o meio é "pago", seja na Meta, seja no Google. Quem diferencia a plataforma é a fonte.

Regra 4: nome de campanha com ordem fixa

Escolha a ordem das informações e mantenha. Por exemplo: serviço, praça e mês. "implante-sp-nov", "clareamento-rj-dez". Quem bate o olho entende sem abrir a campanha, e o relatório pode ser filtrado por qualquer pedaço do nome.

Regra 5: o nome na UTM é igual ao nome na plataforma

Se a campanha se chama "implante-sp-nov" na UTM, ela deve ter o mesmo nome no Gerenciador de Anúncios ou no Google Ads. Isso permite cruzar investimento, que vem da plataforma, com receita, que vem do seu CRM, sem uma tabela de conversão de nomes no meio.

Regra 6: uma pessoa é dona do padrão

Agência, profissional autônomo, estagiário: todos usam o mesmo documento. Quem cria campanha nova consulta a lista antes. Uma pessoa da empresa revisa e aprova nomes novos.

Passo a passo para implantar

  1. Levante as origens que existem hoje. Abra o relatório de origens do site ou do CRM e liste todos os nomes que aparecem. É comum encontrar várias grafias para a mesma fonte.
  2. Escreva a lista fechada de fonte e meio. Uma página, compartilhada com todos que criam anúncio ou enviam e-mail.
  3. Defina o formato do nome da campanha. Ordem fixa, separada por hífen.
  4. Gere os links numa ferramenta, não à mão. O gerador de UTM monta o link a partir dos campos e evita erro de digitação.
  5. Teste antes de publicar. Clique no link, veja se a página abre e se o endereço chega com as etiquetas completas.
  6. Revise uma vez por mês. Procure nomes fora do padrão no relatório e corrija na origem, não só na planilha.

Exemplo prático

Exemplo hipotético: uma escola de idiomas em Porto Alegre roda, em novembro, uma campanha de matrícula de inglês para adultos na Meta e no Google, e um e-mail de rematrícula para ex-alunos.

Peçasourcemediumcampaigncontent
Vídeo no Instagrammetapagoingles-adulto-poa-novvideo-professor
Carrossel no Instagrammetapagoingles-adulto-poa-novcarrossel-horarios
Anúncio de pesquisagooglepagoingles-adulto-poa-novpesquisa-curso-ingles
E-mail para ex-alunoslista-ex-alunosemailrematricula-poa-novemail-1

No fim do mês, a escola soma as matrículas da campanha "ingles-adulto-poa-nov" e vê quanto veio de cada fonte. Dentro da Meta, compara o vídeo com o carrossel pelo utm_content. A rematrícula aparece separada, sem inflar o resultado da campanha paga.

Sem padrão, essa comparação dependeria de alguém lembrar qual link foi usado em qual peça. Com padrão, ela está pronta no relatório.

Cuidados que evitam dado errado

  • Links internos do site não levam UTM. Um link do blog para a página de contato com UTM apaga a origem verdadeira da visita e coloca o próprio site como fonte.
  • Anúncio duplicado herda o link do original. Ao duplicar, revise o utm_content e, se mudou a campanha, o utm_campaign.
  • Encurtador de link precisa manter as etiquetas. Teste o link encurtado e confira se a UTM chega inteira.
  • Link do perfil nas redes também conta. Marque com meio "organico" para não misturar com o pago.
  • E-mail e WhatsApp também levam UTM. Todo link que você controla deve dizer de onde veio.

Lista de checagem

  • Existe um documento com a lista fechada de fonte e meio.
  • Tudo em minúsculas, sem acento, sem espaço.
  • O nome da campanha segue a mesma ordem em todos os links.
  • O nome na UTM é igual ao nome da campanha na plataforma.
  • Cada anúncio tem um utm_content próprio.
  • Links internos do site não levam UTM.
  • Alguém revisa os nomes no relatório todo mês.

Com o padrão no lugar, o próximo passo é levar essa origem até a venda. Veja Como saber de qual anúncio veio cada cliente.

Como fazer no e-roi

No e-roi, os links com UTM são criados dentro do sistema, e o código instalado no site lê as etiquetas de cada visita e grava a origem no lead e na venda. Com as contas da Meta e do Google conectadas para leitura, a receita de cada campanha aparece ao lado do investimento. Veja em Tracking.

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